quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Para dar um passo à frente é necessário recuar outros dois ou até mesmo, abandonar velhos pensares. 

Coisa mais difícil!!!!


"Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte." - Freud

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O BAILE

E o corpo flutua, se insinua; beijo outros olhares, me intimido com outras bocas. Mas meu coração sente somente nossa canção.
Tento calar minha emoção, me perder nos erros, cair em novas tentações. Mas acho que morri para o mundo.
Vivo relações secas e, embora cheias de encantos, não têm tanto significado. Gozo de uma pulsão de morte implacável.

Meu fim?!

Nesse vai e vem, nesse querer bem, há lamentos. A dança feliz, enbanjando mocidade, leveza e esperança, na verdade é triste.

Eu gosto de tristeza? Acostumei-me.

Lembro-me que sempre fui assim: recolhida em meu quarto, chorava em meio as minhas crises de adolescência e, aproveitava para dar lugar à razão.

O que era melhor pra mim?

Eu disse: me formarei agora e depois farei o curso que mais gostaria. E, sem querer... PLIN!!!! - o sonho tornou-se realidade.
Hoje eu digo: não quero mais isso, quero paz de espírito, dar lugar a novas oportunidades, amores, terrores, vendavais... PLAFT!!! - nada acontece.

E o baile continua...

Na furtacor da noite, meu corpo fala movido à canção da minha terra, mas meu coração fala movido à canção do amor.


"E a cada dia que passa
colho a ilusão de um dia melhor..."

TRAVESSIA

O que é isso Deus meu, que me consome?
O que é isso que me sufoca?

Quero ir para outra margem
Me perder em outros leitos
Sentir outras brisas
Ouvi outros cantos

Mas sem querer... talvez um querer inconsciente
Me paraliso
Mesufoco
Me canso
Me calo

Presa a um passado que ainda é presente
Presa a sentimentos sepultados, não velados
Ou melhor, eternamente velados

Eternamente?
Palavra forte ede sentido
Significante que confunde a razão

Não pertenço a mim, ao mesmo tempo que sou dona do meu próprio caminho
Carrego flores cercadas de mágoas
Carrego espinhos cercados de nobreza

Me permito ser objeto do outro
Mas o pior, é permitir-me ser escrava de mim mesma

Manco do pensar, do sentir
Tenho uma certeza incerta
E o rio travessa salgado
Como lágrimas de um sentimento doce