quarta-feira, 16 de maio de 2012

O BAILE

E o corpo flutua, se insinua; beijo outros olhares, me intimido com outras bocas. Mas meu coração sente somente nossa canção.
Tento calar minha emoção, me perder nos erros, cair em novas tentações. Mas acho que morri para o mundo.
Vivo relações secas e, embora cheias de encantos, não têm tanto significado. Gozo de uma pulsão de morte implacável.

Meu fim?!

Nesse vai e vem, nesse querer bem, há lamentos. A dança feliz, enbanjando mocidade, leveza e esperança, na verdade é triste.

Eu gosto de tristeza? Acostumei-me.

Lembro-me que sempre fui assim: recolhida em meu quarto, chorava em meio as minhas crises de adolescência e, aproveitava para dar lugar à razão.

O que era melhor pra mim?

Eu disse: me formarei agora e depois farei o curso que mais gostaria. E, sem querer... PLIN!!!! - o sonho tornou-se realidade.
Hoje eu digo: não quero mais isso, quero paz de espírito, dar lugar a novas oportunidades, amores, terrores, vendavais... PLAFT!!! - nada acontece.

E o baile continua...

Na furtacor da noite, meu corpo fala movido à canção da minha terra, mas meu coração fala movido à canção do amor.


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